quarta-feira, 27 de setembro de 2017

FOTOGRAFIA COM PIPOCA – O LIVRO DE CABECEIRA






O PhotoGraphein iniciou, no dia 27 de setembro, as sessões do projeto relativas ao segundo semestre de 2017 com o filme Livro de Cabeceira, do diretor Peter Greenway. A obra, lançada em 1997, conta a história de Nagiko e importantes passagens de sua vida, com relação a um ritual ensinado por seu pai, no qual, durante cada aniversário, bênçãos eram escritas em seu corpo enquanto sua tia lia passagens de um antigo manuscrito. O filme foi debatido pela professora Drª Márcia Regina Souza (CA/UFPel), que trouxe reflexões sobre a potência das palavras e das grafias, discutindo sobre escrita, pintura e cinema, e a técnica do livro de artista.

O FOTOGRAFIA COM PIPOCA é uma proposta do PhotoGraphein – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq) – aberta à comunidade em geral e vinculada ao projeto de pesquisa Do Pincel ao Píxel. Através da exibição de filmes e a realização de rodas de conversas, buscamos ampliar as discussões acerca da fotografia e suas (re)apresentações do mundo. 



Debatedora Professora Márcia Regina Souza (CA/UFPel)

sábado, 23 de setembro de 2017

PHOTOGRAPHEIN E CINE DUNAS APRESENTAM: IT – A COISA



Com base nas atividades do projeto de extensão “Fotografia com Pipoca” e em sua boa recepção por parte do público, o PhotoGraphein iniciou uma parceria com o Cine Dunas, um cinema de calçada localizado no Balneário Cassino (Rio Grande, RS). A ideia é a de realizar sessões de cinema com debates temáticos, quando os lançamentos contemplarem discussões propostas pelo grupo. A primeira sessão dessa nova etapa das atividades do Núcleo, que também visam ampliar a percepção dos amantes da arte cinematográfica acerca da recepção das imagens e suas mensagens, contou com a participação do professor Dr Raphael de Boer (FURG), que no dia 23 de setembro comentou o filme IT- A COISA, o remake do clássico de Stephen King. Rafael discutiu sobre as peculiaridades de filmes do gênero horror, destacando relações metafóricas com o comportamento humano e questões estéticas da obra. 




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PHOTOGRAPHEIN apresenta: REVISITANDO MULHERES IMAGINADAS

Pôster de divulgação da exposição Revisitando Mulheres Imaginadas
Crédito da imagem: Cláudia Brandão

No dia 18 de agosto, às 16h, no espaço Mercosul Multicultural da UFPel, antigo prédio da Brahma (Pelotas), foi apresentada ao público a instalação "Revisitando Mulheres Imaginadas", que contou com um painel lambe-lambe, com 400 x 90 cm, produzido através de colagem digital de fotografias, pelos integrantes do PhotoGraphein, Ana Safons, Cláudia Brandão, Dhara Carrara, Guilherme Farias, Guilherme Sirtoli, Helena Barbieri e Ítalo Franco. A proposta resgata registros da Performance/Exposição "Mulheres Imaginadas", apresentada no mesmo espaço em dezembro de 2012, na cerimônia de sua instalação, propondo uma discussão artística acerca de imaginários que envolvem a figura da mulher em diferentes sociedades e tempos históricos. Esses registros foram acrescidos de novas produções fotográficas, que visam atualizar a discussão acerca da mulher na contemporaneidade, na consideração da atualidade da discussão. Na Galeria Brahma aconteceu uma roda de conversa com a participação da professora Cláudia Brandão, abordando a concepção do projeto; Tatiana Brandão, discutindo sobre a obra da artista estadunidense Cindy Sherman; e Ana Safons, Dhara Carrara, Guilherme Farias, Guilherme Sirtoli, Helena Barbieri e Ítalo Franco, apresentando as motivações de suas produções.

Ana Safons apresentou duas fotografias e teve como objetivo e potencialidade deste processo criativo subverter a narrativa socialmente estabelecida sobre o corpo da mulher. Foi explorado em suas produções, práticas corporais e a política contemporânea do corpo para tentar fazer com que o público reflita sobre os aminhos silenciosos pelos quais o poder penetra em nossa rotina. Mais do que sobre arte ou sobre teorias feministas e de gênero, sua imagem é sobre devolver o corpo da mulher a ela mesma, na sua prática cotidiana. A primeira imagem traz uma mulher negra e representa seu processo de branqueamento social, o que nos leva a refletir se essa mulher deve sujeitar-se a esse tipo de aceitação social, se ela precisa engolir a gosma branca que se prende ao seu corpo, com tantos significados.
A segunda imagem, onde representa uma mulher despida, plastificada, remodelada, traz a proposta de reflexão sobre a mulher mercadoria, que é oferecida ao mercado como objeto de consumo, que assim como a mulher negra, se objetifica ao procurar seduzir o outro através de fetiches do salto agulha, do sapato vermelho e a boca delineada com batom. Partindo do entendimento de que “O corpo é a casa que habitamos – e que escolhemos para viver”, a artista busca provocar uma insurreição a ideia de que o corpo ainda tem que se virar para seguir padrões impostos pela mídia e pela sociedade, onde esta procura a cada década remodelá-lo.

A artista visual Dhara Carrara expôs uma fotografia de uma mulher trans cobrindo os olhos. Esta imagem faz parte da série fotográfica Visivelmente Invisível que é composta por 79 fotos de diferentes mulheres da contemporaneidade. A imagem apresenta uma discussão sobre a diversidade e a invisibilidade da mulher na contemporaneidade e problematiza como tipo físico, orientação sexual, etnia e gênero são fatores utilizados como justificativa para um tratamento desigual, machista, estereotipado e ainda muito presente na atualidade, na mídia e na própria sociedade.

Guilherme Farias retrata produtos de consumo comercializados dentro da nossa sociedade que em suas embalagens e propagandas utilizam a imagem da mulher como um objeto de desejo para observador, o que torna de maneira negativa mulher e produto serem mesma coisa. Esta obra tem como objetivo tornar explícito o modo que são expostas relacionadas a embalagens como: Safadona. Entre outras que definem um padrão de beleza e o posicionamento da figura feminina na sociedade.

O pesquisador Guilherme Sirtoli através de sua colaboração dentro da proposta, utilizou uma imagem que representa o anonimato da mulher dentro da sociedade e a consequente invisibilidade que a a mesma acaba sofrendo pela mídia. A imagem também conversa com o medo urbano de uma mulher andar sozinha pelas ruas, que é discutido cada vez mais na contemporaneidade.

Helena Barbieri traz a temática das preocupações atuais: A exposição ou superexposição das mulheres. A questão discutida é o julgamento a respeito do nu feminino quando usado para empoderamento de si mesma. Espera-se que as mulheres exponham a si e seus corpos e quando isso é feito por vontade própria é mal visto. Há uma naturalização do nu feminino com as redes cosias, quando sem o consentimento da mulher exposta, quando "vazado".
A imagem retrata a "Monalisa do séc. XXI" por representar o modo como devemos enxergar as mulheres: Livres e donas de seus corpo, fumando por que querem sem se importar que isso não seja "coisa de menina"


Ítalo Franco utilizou a Barbie que serve para trazer a reflexão do corpo ideal da mulher e os padrões de beleza. Ao ficar em um tamanho próximo das outras mulheres imaginadas no painel, podemos notar como as formas da boneca são desproporcionais ao corpo humano e, como o corpo magro e a pele clara ainda reforça o preconceito. Visto que as bonecas negras da franquia Barbie estão em números bem menores e são bem menos populares.

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Painel lambe-lambe da exposição Revisitando Mulheres Imaginadas
Crédito da imagem: Cláudia Brandão

Encontro Internacional de Pesquisa em Ciências Humanas


Nos dias 1 a 3 de Agosto ocorreu no Instituto de Ciências Humanas (ICH) o I Encontro Internacional de Pesquisa em Ciências Humanas da UFPel. O integrante do PhotoGraphein e bolsista PIBIC do projeto Do Pincel ao Pixel, Ítalo Franco Costa, apresentou a pesquisa intitulada “Sentinelas da Fronteira: A Carto/Foto/Graphia como prática de pesquisa em Fotografia e Educação”, versando sobre um novo modo de ver as cidades através de derivas fotográficas, usando os bustos das praças como ponto de vista para a lente da câmera. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

PhotoGraphein no 13º Mundos de Mulheres & Fazendo Gênero 11


Durante o período de 30/07 à 04/08, aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),  em Florianópolis, o 13° Mundo de Mulheres e Fazendo Genero 11. O Women’s Worlds Congress teve lugar pela primeira vez na América do Sul. Este é um evento que reúne a cada três anos mulheres de todas as partes do mundo, tanto da academia como do ativismo.
 O encontro mobiliza setores diversos do feminismo, que vêm conquistando espaços nas últimas décadas, promovendo debates, releituras e autocríticas. A luta feminista é cotidiana, repleta de desafios, e ela se atualiza nas discussões promovidas em cada encontro, nas trocas de experiências, propostas de ação e no aprofundamento de situações locais.



Depois de passar por Israel, Holanda, Irlanda, Estados Unidos, Costa Rica, Austrália, Noruega, Uganda, Coreia, Espanha, Canadá e Índia, foi a vez do Brasil sediar o Women’s Worlds Congress, em um único evento, com o Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 de 30 de julho a 4 de agosto de 2017. A temática norteadora do encontro foi “Transformações, Conexões, Deslocamentos”. O evento contou com diversas ações, tanto no âmbito artístico como social, além de rodas de conversa, performances e palestras de acadêmicos e ativistas de todo o mundo.
                Os pesquisadores do PhotoGraphein estiveram presentes no evento, como congressistas e apresentadores. O acadêmico Guilherme Sirtoli, sob orientação da professora Cláudia Brandão, apresentou na modalidade pôster um trabalho intitulado “Gênero e Fotografia, do dadaísmo à contemporaneidade”. O trabalho tinha como objetivo abordar questões de gênero na obra de três artistas em específico, o dadaísta Marcel Duchamp, o artista americano Andy Warhol e o contemporâneo David Lachapelle.

Figura 1: O pesquisador do PhotoGraphein, Guilherme Sirtoli apresentando seu pôster durante o 13° Mundo de Mulheres e Fazendo Gênero 11. 2017.

Fazendo parte do 13 WWC e Fazendo Gênero 11, na quarta, dia 2/04, aconteceu no Centro Histórico de Florianópolis a Marcha Mundial das Mulheres por Direitos. A mobilização acolheu diversas mulheres de todo o mundo que lutaram juntas pelas mais diversas pautas feministas. Demandas das mulheres negras, indígenas, camponesas, trans e lésbicas foram ouvidas por diversas ruas da cidade, como mostra o vídeo a seguir:


Além de toda a programação habitual na UFSC, durante o evento estava acontecendo paralelamente diversas apresentações e atividades por toda Florianópolis. A UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) e o CIC (Centro de Integração e Cultura) também estavam de portas abertas para receber os congressistas com atividades integradas. A turma do PhotoGraphein tirou um dos dias para visitar a universidade estadual e prestigiar uma peça de teatro do grupo Parlapapões, de São Paulo, que abriu as atividades do projeto Palco Giratório que estava acontecendo no CIC, numa parceria com o SESC.


Figura 2: A Coordenadora do PhotoGraphein, Cláudia Brandão junto dos demais pesquisadores durante a apresentação do grupo Parlapapões,. 2017


Poder participar do evento foi de suma importância, não apenas para o crescimento no âmbito acadêmico mas também para o pessoal. A proposta do seminário, além de unir diversos estudantes, docentes, pesquisadores e ativistas de todo o mundo, também serviu como potente conscientizador para a discussão da causa feminista e deu voz ao debate de gênero, cada vez mais necessário em meio aos dias em que vivemos. 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fotografia com Pipoca exibe: Santiago

E o Fotografia com Pipoca encerrou suas atividades neste semestre de 2017/1 com a exibição do documentário "Santiago"na quarta-feira, 19/07 no Cine UFPel. A atividade de extensão vinculada ao projeto de pesquisa “Do Pincel ao Pixel” (UFPel/CNPQ) é desenvolvida pelo grupo PhotoGraphein. 
"Santiago", de João Moreira Salles foi debatido pela doutoranda Luísa Kuhl Brasil (PUCRS), abordando questões acerca da fotografia e suas (re)apresentações do mundo, focando na relação do diretor do filme e o antigo mordomo que trabalhava na casa de seus pais.

Mais sobre a obra [aqui]


 Cartaz de apresentação do documentário através do Fotografia com Pipoca

Cena do Documentário "Santiago"

Público do evento na sala do Cine UFPel


Debatedoras Doutoranda Luísa Kuhl Brasil e diretora do projeto de extensão Profª Drª Cláudia Mariza Mattos Brandão

 Debatedora Doutoranda Luísa Kuhl Brasil

Profª Drª Cláudia Mariza Mattos Brandão, coordenadora do grupo de extensão PhotoGraphein 



sábado, 8 de julho de 2017

Pesquisadores do PhotoGraphein no XV Seminário de História da Arte - UFPel

Durante os 6, 7 e 8 de março de 2017, ocorreu no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo a XV edição do Seminário de História da Arte do Centro de Artes/UFPel. Os integrantes do PhotoGraphein marcaram presença com dois artigos. Ítalo Franco, bolsista PIBIC do projeto de pesquisa Do Pincel ao Píxel - sobre as reapresentações de sujeito/mundo em imagens" com A Prática da Deriva e os Fotógrafos Ocultos e Guilherme Sirtoli, bolsista PROBEC do projeto de extensão o PhotoGraphein vai a escola com Fotografia, Arte e Críticas Sociais: Da Pop à contemporaneidade, ambos orientados pela Profa. Dra. Cláudia Brandão, coordenadora do PhotoGraphein.



A prática da Deriva e os Fotógrafos ocultos tratou do assunto da Carto/Foto/Graphia, utilizando os registros da fotógrafa Vivian Maier (BRANDÃO, 2016), da metade final do século XX, e as fotografias do acadêmico Ítalo Franco, relacionando-as e discutindo sobre a importância da percepção do local em que se vive, a fim de estimular o senso crítico sobre a realidade, necessário para que os sujeitos possam filtrar as imagens que perpassam o cotidiano. Leia o trabalho na íntegra clicando aqui.

Vivian Maier. Untitled Self-Portrait. fotografia analógica em p&b. aprox. 1960


Fotografia, Arte e Críticas Sociais: Da pop à contemporaneidade colocou em foco a banalização do ato fotográfico, sendo esse um assunto recorrente na contemporaneidade. Na era da virtualidade as pessoas consomem passivamente, a todo instante, imagens e mais imagens e suas mensagens simbólicas. A problematização da fotografia acerca de sociedades espetaculares (DEBORD, 1997) continua reverberando. O trabalho analisou dois artistas fotógrafos, o ícone da pop Andy Warhol e o contemporâneo David Lachapelle, evidenciando que nas produções de ambos a fotografia assume uma posição de destaque, como um meio para a elaboração de discussões acerca das relações entre os seres humanos e o meio social, histórico e natural. Clique aqui para ler o trabalho completo. 

Andy Warhol. Self-Portrait. serigrafia sobre tela. 1967


Ambos trabalhos integram as ações do projeto de pesquisa “DO PÍNCEL AO PÍXEL: sobre as (re)apresentações de sujeitos/mundo em imagens”, desenvolvido no âmbito do PhotoGraphein – Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação (UFPel/CNPq), que tem como objetivo refletir sobre a fotografia como um recurso de representação das pessoas e dos seus percursos (auto)biográficos, e, principalmente, de criação e acumulação de conhecimentos produzidos sobre os sujeitos/fotógrafos e seus imaginários. Boa leitura a todos!