O PhotoGraphein esteve presente na quinta edição do Evento Nacional dos Estudos da Imagem (ENEIMAGEM) no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) do dia 19/05/2015 ao dia 23/05/2015. Durante o evento organizado pelo Laboratório de Estudos dos Domínios da Imagem (LEDI) , foram apresentadas comunicação de diferentes áreas do conhecimento que pesquisam sobre imagem.
O integrante do PhotoGraphein Gustavo Reginato apresentou no dia 20/05 seu artigo chamado Recebo Visitas: uma produção de imagens mediadoras de mundo. No eixo temático Imaginários Sociais junto com outros pesquisadores do Brasil. O artigo na íntegra pode ser conferido nos anais do evento, no eixo temático em que foi apresentado. http://www.uel.br/eventos/eneimagem/2015/?page_id=19
No dia 23/05 a professora e coordenadora do PhotoGraphein Cláudia Brandão foi convidada pela organização do evento para apresentar uma fala na mesa-redonda sobre fotografia, o título da fala apresentada é "Narrativas Foto-Gráficas: Entre flashs do real e clicks da imaginação". Na mesma mesa estiveram presentes os professores Alberto Del Castillo (Instituto Mora/ENAH - México) e Richard Gonçalves André (UEL).
A mesa redonda pode ser conferida online no seguinte link. https://www.youtube.com/watch?v=_lO9kKuBiOk
Outros grandes pesquisadores da imagem participaram do evento expondo suas pesquisas, as demais falas podem ser encontradas no canal do LEDI no YouTube.
Estes eventos são de grande importância para divulgação dos trabalhos do Photographein, além de propiciarem a troca de experiências, ampliam ainda mais os estudos da produção, distribuição e consumo de imagens na contemporaneidade.
terça-feira, 26 de maio de 2015
domingo, 17 de maio de 2015
E a memória onde irá ficar?
texto e fotos: Ítalo Franco, pesquisador do PhotoGraphein.
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Visitei
General Câmara no final de 2014 junto com a minha amiga, onde ambos passamos boa parte de nossas infâncias, uma pequena cidade de menos de nove mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.
Andamos
pelas suas ruas desertas num sábado a tarde e visitamos pontos que nos remetiam a época em
que brincávamos juntos em nosso mundo de fantasia. Primeiro começamos a notar o
que havia mudado desde 2002, última vez em que morei ali. E vimos apenas
estabelecimentos comerciais fechados, alguns bazares onde comprava minhas
cartas de tabuleiro estavam do mesmo jeito, mesma pintura, mesmo cheiro, a
única sorveteria da cidade, sempre fechada.
Pouca coisa
realmente havia se inovado, o que mais cresceu por
ali foram as ruínas, já existentes no meu tempo
de criança. Visitamos então o bairro das casas do Arsenal do Exército onde morei, assim como a maioria dos meus
amigos, para encontrá-lo deserto. Mais ruínas. Fui direto para minha casa, buscando saber em que condições ela estava, e fiquei
impressionado com o seu estado de
conservação: pichações, paredes e janelas quebradas. O que havia acontecido
ali? As memórias daquele momento se misturaram com as memórias do meu passado...
do pátio onde brincava com a minha irmã e a nossa cachorra, dos churrascos de
domingo. A única coisa que parecia manter-se intocável
ali, como o último bastião do meu passado, eram
as orquídeas que minha mãe havia fixado no Cinamomo do jardim. Elas resistiram, floridas com suas pétalas rosadas,
resistentes, desde o primeiro dia em que nos mudamos para lá.
Depois de
explorar mais algumas casas abandonadas fomos ao
antigo clube da cidade, que já estava abandonado quando morávamos na cidade. Tivemos a coragem de entrar e vimos um tesouro
perdido ali. O bar estava intacto assim como as escadas. Havia uma parte do
piso original ainda. Há alguns anos houve até um projeto de reconstruí-lo, mas
por algum motivo acabou sendo colocado de lado.
Por fim
visitamos a escola onde cursamos o fundamental, e se havia achado que rever a
minha casa foi uma experiência forte de nostalgia eu estava enganado. Estudei
no Instituto Estadual de Educação Vasconcelos Jardim, a melhor escola pública
da região. Lembro de que na minha percepção de criança ela era
gigante, com corredores infinitos e um pátio maior ainda, onde eu corria livre
com meus colegas no intervalo. Os aniversários que havia feito ali, as
brincadeiras de caçador na educação física, vários momentos bons voltaram a
minha mente e desejei por um momento apenas, reviver tudo aquilo novamente.
General Câmara
se transformou em uma cidade de transição, a população vem diminuindo cada vez
mais, como uma cidade que não tem muito para
oferecer. Entretanto, há muitas histórias
enraizadas ali, e julgo importante que todos que ali viveram lembrem do seu passado, de onde
vieram, pois assim como as casas de lá estão ruindo e desaparecendo um dia nós
também iremos desaparecer. E a memória, onde irá ficar?
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
EXPERIMENTAÇÕES FOTOGRÁFICAS III
O PhotoGraphein - Núcleo de
Pesquisa em Fotografia e Educação realizou na tarde do dia 13 de abril mais uma
edição do projeto Experimentações Fotográficas. Nosso gazebo-espaço de
intervenção desta vez foi montado na rua do Centro de Artes/UFPel, em frente à
Papelaria Papel Mix (Rua Alberto Rosa, entre Benjamim e Conde de Porto Alegre).
Para um bom começo de semana, durante toda tarde de segunda-feira expusemos
resultados de trabalhos que o grupo vem desenvolvendo e propusemos que nossos
visitantes passageiros, pessoas que circulavam por aquela rua por motivos e em
ritmos variados, compartilhassem conosco de um momento (breve, ou não) de
experimentações fotográficas.
Dispondo de equipamentos produzidos
pelo grupo que incitam questionamentos e reflexões sobre a formação de imagem e
os processos fotográficos, como câmeras Pinhole elaboradas em latas de sardinha
e o Dispositivo Fotográfico Instantâneo desenvolvido pelo integrante do grupo
Gustavo Reginato, intervimos no fluxo cotidiano daquele espaço provocando
encontros criativos, de muita troca e construção de conhecimentos.
Dentro do projeto Experimentações
Fotográficas já foram desenvolvidas atividades na Praça Cipriano Barcelos
(Pelotas/RS), em ocasião do Dia da Criatividade no dia 23 de abril/2014, em
comemoração os 65 anos da Escola de Belas Artes; e na Avenida Rio Grande
(Cassino/Rio Grande/RS) integrando a programação do PhotoFluxo, no dia 14 de
dezembro/2014.
Texto: Amanda Corrêa
Fotos: Cláudia Brandão
Fotos: Cláudia Brandão
segunda-feira, 13 de abril de 2015
O Photographein foi à EMEF Peixoto Primo
O PhotoGraphein foi a escola! Em sua segunda visita à EMEF Peixoto Primo
o Photographein pôde brincar o dia todo com a produção de imagens. Logo
no inicio da manhã foi montada na parede da escola uma pequena exposição
dos resultados obtidos durante a primeira visita, onde foram construídas
câmeras Pinhole Lata de Sardinha com saída fotográfica na beira da praia.
As fotografias fixadas na parede foram apreciadas pela comunidade escolar,
que acompanhou de perto a intensa movimentação do dia. Foi construída com o
auxílio dos alunos uma câmara escura que possibilitasse a imersão de todos
os alunos na experiência de formação da imagem pelo uso de lentes
convergentes. Em frente à câmara escura, o pátio da escola tornou-se um
palco de ações, projetadas de ponta cabeça no papel vegetal, nosso suporte
de visualização da imagem projetada. O palco foi espaço para jogar peteca,
pular, dançar, e fazer palhaçadas como os próprios alunos denominaram a
ação de movimentar o corpo na efêmera ação de projeção de imagens.
O grupo de alunos que nos auxiliaram na construção da câmara escura,
organizaram todas as turmas da escola dos dois turnos para que visitassem a
sala escura e o fenômeno de projeção. Com autonomia exemplar, conduziram a
visita com direito a breves explicações de algumas teorias da imagem, os
comentários dos alunos durante a visita foram dignos de atenção especial.
Um deles pronunciou "A imagem é tão real que parece que nem a do
computador..."
Para encerrar as atividades realizamos algumas experiências com bolhas de
sabão gigante, uma expansão do devaneio poético, na busca pela liberdade
e leveza de ser.
As intensas atividades foram uma pausa para a experiência e reflexão no
caminhar do dia-a-dia, com muito espaço para brincadeiras, para
liberdade de expressão, para dar chances aos encontros que nos constroem a
partir do afeto.
Muito obrigado a tod@s que compõe a família Peixoto Primo, em especial a
Xênia Velloso por abrir os braços para acolher seus alunos e o PhotoGraphein
Texto: Gustavo Reginato
Fotos: Amanda Corrêa, Beatriz Rodrigues, Cláudia Brandão, Gustavo Reginato e Xênia Velloso
o Photographein pôde brincar o dia todo com a produção de imagens. Logo
no inicio da manhã foi montada na parede da escola uma pequena exposição
dos resultados obtidos durante a primeira visita, onde foram construídas
câmeras Pinhole Lata de Sardinha com saída fotográfica na beira da praia.
As fotografias fixadas na parede foram apreciadas pela comunidade escolar,
que acompanhou de perto a intensa movimentação do dia. Foi construída com o
auxílio dos alunos uma câmara escura que possibilitasse a imersão de todos
os alunos na experiência de formação da imagem pelo uso de lentes
convergentes. Em frente à câmara escura, o pátio da escola tornou-se um
palco de ações, projetadas de ponta cabeça no papel vegetal, nosso suporte
de visualização da imagem projetada. O palco foi espaço para jogar peteca,
pular, dançar, e fazer palhaçadas como os próprios alunos denominaram a
ação de movimentar o corpo na efêmera ação de projeção de imagens.
O grupo de alunos que nos auxiliaram na construção da câmara escura,
organizaram todas as turmas da escola dos dois turnos para que visitassem a
sala escura e o fenômeno de projeção. Com autonomia exemplar, conduziram a
visita com direito a breves explicações de algumas teorias da imagem, os
comentários dos alunos durante a visita foram dignos de atenção especial.
Um deles pronunciou "A imagem é tão real que parece que nem a do
computador..."
Para encerrar as atividades realizamos algumas experiências com bolhas de
sabão gigante, uma expansão do devaneio poético, na busca pela liberdade
e leveza de ser.
As intensas atividades foram uma pausa para a experiência e reflexão no
caminhar do dia-a-dia, com muito espaço para brincadeiras, para
liberdade de expressão, para dar chances aos encontros que nos constroem a
partir do afeto.
Muito obrigado a tod@s que compõe a família Peixoto Primo, em especial a
Xênia Velloso por abrir os braços para acolher seus alunos e o PhotoGraphein
Texto: Gustavo Reginato
Fotos: Amanda Corrêa, Beatriz Rodrigues, Cláudia Brandão, Gustavo Reginato e Xênia Velloso
quarta-feira, 8 de abril de 2015
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Exposição Estéticas da Fé
O PhotoGraphein - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação, UFPel/CNPq apresenta a exposição coletiva intitulada Estéticas da Fé. Os integrantes do grupo Amanda Corrêa, Alol, Lola, Bárbara Cezano, Carine Rodriguez, Cláudia Brandão, Dani Santos e Gustavo Reginato estão com suas obras expostas no porão do Museu do Doce (casarão nº 8) no entorno da Praça Coronel Pedro Osório. A abertura aconteceu na última terça-feira, dia 02 de dezembro, e fica aberta à visitação até o próximo dia 15.
Fotografias: Cláudia Brandão
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