Post por Amanda Corrêa
quinta-feira, 19 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
2ª Mostra Fotográfica "Pelotas: Cotidianos"
Hoje, dia 04/07, às 19h acontece a abertura da 2ª Mostra Fotográfica "Pelotas: Cotidianos" no Centro Comercial Artes e Ofício Zona Norte (Av. Fernando Osório, nº 20). A mostra é promovida pelo MAPP - Movimento dos Artistas Plásticos de Pelotas e possui caráter exclusivamente cultural. O PhotoGraphein - Núcleo de Pesquisa em Fotografia e Educação UFPel/CNPq foi convidado e estará presente com algumas de suas produções. Sua representação se dará pela participação da coordenadora Cláudia Mariza Mattos Brandão e dos integrantes do grupo de pesquisa Amanda Ribeiro Corrêa, Carine Belasquem Rodriguez, Daniela Pereira dos Santos, Diana Silveira de Almeida, Gustavo Reginato e Juliano Silva Petitot que levam à mostra suas fotografias de câmeras analógicas e Pinhole. A visitação ocorre de 05 a 27 de julho de 2012, de segunda à sexta das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 12h.
Tema da Mostra: Pelotas: Cotidianos
Para conhecer uma cidade precisamos conhecer quem a habita.
São as “histórias de lugares” que os tornam habitáveis.
As imagens do dia-a-dia da vida da cidade, a partir dos espaços praticados no caminhar de seus habitantes nos revelam o lugar que habitamos.
Olhar as pessoas e acompanha-las nos seus trajetos pelas ruas da cidade, trabalhando, brincando, estudando e registrar em imagens estes momentos nos mostrará uma Pelotas particular. Por isso propomos como tema da 2ª Mostra Fotográfica: Pelotas - Cotidianos.
As imagens, aparentemente silenciosas, nos mostrarão que uma cidade impensada , improvisada, recriada floresce a cada momento.
Postado por Amanda Ribeiro Corrêa
sábado, 30 de junho de 2012
Madalena Schwartz e o mundo andrógino da São Paulo dos anos 70
Recentemente
me deparei com o livro Crisálidas da fotógrafa Madalena Schwartz
lançado este ano pelo Instituto Moreira Salles. As fotografias que
compõem a obra tratam do universo underground da São Paulo
da década de 70. Travestis, transformistas e personagens de teatro
posam para as lentes da fotógrafa justamente em um dos períodos
mais repressivos da história brasileira. As fotos dramáticas trazem
à tona um universo pouco explorado pela fotografia no Brasil. Em
meio à efervescência de temas ligados à liberdade sexual, mas ao
mesmo, tempos difíceis para as artes no Brasil, Schwartz faz emergir
através de imagens contundentes personagens engajados na luta por
liberdade de expressão em uma metrópole carregada de contradições.
O acervo desta fotógrafa húngara radicada no Brasil se encontra no
IMS e o livro pode ser encontrado na Livraria Cultura.
Post de Luísa Kuhl Brasil
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Câmera pinhole casca de ovo
Foto por francescco. Fonte: http://www.lomography.com.br/
O mundo da fotografia analógica não possui limites. E, em se tratando de pinhole, vários são os experimentos feitos em busca de fotografias que só uma câmera pinhole pode nos trazer. Para se conseguir tais "equipamentos" já foram usados objetos de todos os tipos e tamanhos: lata de leite em pó, lata de sardinha, com filme ou papel fotográfico. Agora, você já imaginou utilizar uma câmera feita de casca de ovo? Pois um fotógrafo italiano, chamado Francesco Capponi, desenvolveu essa técnica de fotografar com a casca de ovo e emulsão fotossensível líquida! Ele as chama de pinhegg e conseguiu resultados fantásticos. No link abaixo você poderá dar uma olhada nas imagens de Capponi, e, se tiver curiosidade, construir a sua pinhegg, pois lá tem todo o passo a passo! buon appetito!
Texto de Gustavo Reginato
quinta-feira, 7 de junho de 2012
A fotografia na escola amplificando olhares
No dia 19 de abril de 2012 o PhotoGraphein teve sua
primeira ação na escola, participando do Projeto “Registros e
Olhares”, coordenado pela professora Elisângela Mass e sediado no
Colégio Sinodal Alfredo Simon, Pelotas/RS. Na ocasião, Amanda
Corrêa e Juliano Petitot palestraram para estudantes do ensino médio
sobre as questões históricas que envolvem o desenvolvimento da
Fotografia, tendo como ponto de partida a discussão acerca da
necessidade de autorrepresentação que acompanha os seres humanos ao
longo da história. A palestra abordou a função mimética da
pintura em determinados períodos históricos, e a sua gradativa
substituição pela fotografia como instrumento capaz de capturar de
modo fidedigno pessoas, objetos e cenários. Discutiram-se, também,
as transformações de ambas as linguagens como meios de expressão
artísticos autônomos, não mais restritos apenas à representação
do real.
Foram mostradas imagens de reproduções de obras de
artistas que utilizavam a temática do autorretrato em suas
proposições artísticas com diferentes finalidades de acordo com o
contexto de suas produções. Questões específicas do surgimento da
fotografia e dos processos fotográficos foram elucidadas,
problematizando-se a evolução da técnica e a sua ampla
disseminação nos dias de hoje, como uma prática cotidiana em todas
as classes sociais.
A palestra teve como objetivo apresentar na escola,
para estudantes do Ensino Médio, o escopo teórico e o resultado de
pesquisas desenvolvidas pelos integrantes do Núcleo de Pesquisa em
Fotografia e Educação, que versam sobre a construção e utilização
de câmeras pin hole,
ou da “lata de sardinha”. Além das já conhecidas câmeras
digitais, foram apresentadas câmeras analógicas e as de fabricação
artesanal. Assim, direcionamos o assunto para uma proposta de oficina
de câmeras artesanais, a ser realizada no dia 07 de maio, como forma
de exercício do olhar. Tal prática nos possibilitará abordar na
escola de forma lúdica a importância de experiências que propiciam
o desenvolvimento de leituras visuais do mundo. Isso, na consideração
da importância que as imagens desempenham no cotidiano
contemporâneo.
O entusiasmo dos adolescentes com as câmeras “lata de
sardinha” e a possibilidade de construírem as suas próprias
“máquinas” fotográficas, comprovaram o impacto que a construção
de câmeras artesanais provoca em grupos acostumados à praticidade e
instantaneidade dos processos digitais. Desenvolver este tipo de
equipamento artesanal desperta o interesse e a imaginação dos
envolvidos, visto que os resultados são sempre inesperados e
instigantes.
A temática abordada obteve grande aceitação dos
adolescentes que interagiram com os palestrantes e mostraram muito
interesse em participar das práticas sugeridas. O site de câmeras
analógicas Toy Camera (http://www.toycamera.com.br/)
e o vídeo de construção de uma câmera artesanal em caixa de
fósforos, disponível abaixo, também foram apresentados, como forma
de aproximar ainda mais os estudantes do tema tratado, como uma
estética e linguagem criativa e transgressora, acessível a todos.
Vídeo: "How to make a Matchbox Pinhole Camera"
Texto de Amanda Corrêa, Cláudia Brandão e Juliano Petitot
Texto de Amanda Corrêa, Cláudia Brandão e Juliano Petitot
quarta-feira, 16 de maio de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Os tempos de Montevidéo.
Caminhar
pelas ruas da capital uruguaia é como presenciar simultaneamente
múltiplos tempos. A história deixa suas marcas nos prédios e
calçadas, a ambição de grandiosidade do passado é claramente
vista nos casarões e nas estátuas da cidade. Esta é a Montevidéo
que ficou, que ainda está no início do século XX. Porém, andar
por esta cidade é também presenciar uma nova geração que, além
de apreciar uma boa leitura, carrega consigo, nas roupas e nos
gestos, a essência da cultura gaucha. O mate e o lenço enrolado no
pescoço são como sinalizadores do: "Aqui estás no Uruguai'.
Enfim, grande cidade esta! E estar lá com o Photographein me
permitiu vê-la com um olhar diferenciado.
Post de Luísa Kuhl
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